Desencanto
Eu já não sei se a porta que procuro
Seria realmente de entrada ou de saída...
Ou se haveria mesmo um porto seguro
Para quem zarpa cansado desta vida...
Já não me encantam as belezas da terra
Nem me prendem as ambições humanas.
Todos os homens, em sua eterna guerra,
Me parecem apenas criaturas insanas...
Eu gostaria, em suma,
De ser coisa nenhuma
E misturar-me ao pó...
Não seria a tristeza
A triste certeza
De se estar só?
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