DEPRESSÃO E SUICÍDIO
DEPRESSÃO E SUICÍDIO
Depressão é um tipo de condição emocional que não podemos permitir que nos envolva. O espírita tem conhecimento suficiente das belezas imortais para não se deixar entregar facilmente e infantilmente a esse tipo de enfermidade. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. O desalento é clima anestesiante, que entorpece e destrói. Podem dependendo do estado de espírito das pessoas provocarem depressão. Os jovens de agora podem despertar para novas descobertas, novos caminhos e experiências e viverem com tranqüilidade e felicidade. Procedendo assim, estarão livres da depressão. Mas não é só esta a realidade. No geral, eles se encontram divididos entre os mais diversos conflitos íntimos. Procurem uma diretriz que não cause transtornos, preocupações, estresses emocionais, visto que esses vetores irão anular o bom estado de espírito adquirido a muito custo e de forma bem regrada e convencionada. As transformações dos jovens na maioria são acompanhadas de intolerâncias, raivas, preocupações e podem ter como somatório uma intolerância desordenada. Confrontando com a realidade e o cotidiano, o mundo se revela para ele, como fonte de angustias e insegurança. As liberdades emocionais podem ser prejudiciais para jovens, adolescentes e até mesmo adultos. Tristeza e (ou) irritabilidade constante; cansaço, desânimo; baixa estima; tristeza e (ou) ansiedade, indecisão e insegurança; Alteração do sono e (ou) apetite; perda do prazer nas atividades habituais; dificuldades escolares; dificuldades de concentração; sintomas físicos persistentes, dores crônicas, queixas constantes; idéias de inutilidade, morte e suicídio, são caminhos inalienáveis e causadores da depressão. Mantenham-se tranqüilos e livres dessas situações perigosas, pois a depressão pode afetar o bom senso e pela solidão constante leva-los ao caminho triste cruel da depressão.
Muitas pessoas confundem depressão com tristeza, entrega. A tristeza faz parte da vida psicológica de qualquer ser humano que em algum período passe por estresse, perdas ou dificuldades. Mas quando passa da tristeza, modifica o comportamento e diminui o funcionamento da pessoa, temos que pensar em depressão. Em doença. Que precisa de tratamento. Porque nas profundezas de todo tipo de depressão existe o desencanto pelas emoções e alegrias da vida. É um alerta que precisa ser estudado, cuidado e normalmente tratamentos médicos. Pode-se associar o tratamento médico ao tratamento espiritual, a fluidoterapia. A nossa querida irmã Vânia Fortuna tem alguns aconselhamentos para quem está nesse estado ou prestes a pertencer a esse rol triste e melancólico. Não se pode deixar de acrescentar, o suicídio como tentativa de escapar aos horrores da depressão. Mas, diante da brutalidade do assunto e do desfecho, sabemos que existe luz no túnel, e não só no fim dele. Isto porque, é crescente o nível de observação e informação apresentadas por parte de líderes espirituais, professores, pais, vizinhos parceiros e amigos; além dos profissionais de saúde, para as manifestações de transtornos psíquicos manifestados pelos jovens. Que devidamente observados e reconhecidos, são encaminhados para tratamento adequado. Pode ser esta a ajuda de que precisam. Pode ser este o eco da resposta que buscam. Ajuda! Um conselho e tanto para os deprimidos e os que ainda não suplantaram o ataque de nervos provocado pela doença, visto que a depressão é o primeiro passo para o suicídio. Cuidado com ela! Normalmente as pessoas que vivem só estão mais sujeitas a depressão e além do mais, se levarem uma vida desregrada, desgastante e com uma carga muito grande de preocupações. Ela cala, sufoca e pode matar. Pensando em relatos de jovens desesperados e nos sintomas descritos por eles, podemos até nos lembrar de já termos escutado em meios de convivência frases de cunho semelhantes, como estou angustiado, nada dar certo na minha vida, estou cheios de problemas, cansado da vida, da minha família de meus pais, pensando os deprimidos que os pais são contra eles. É importante dar atenção a estes sinais de alerta, pois muitas vezes, por observação e participação na vida do outro, ajudamos para que ele reencontre a alegria e o sentido da vida. Os motivos que levam adolescentes ao suicídio são vários. A principal causa da autodestruição é a incapacidade de se ajustarem às regras e padrões da sociedade. O suicídio segundo afirma Vânia Fortuna é, sem dúvida, a mais dramática forma de autodestruição, uma negação total à vida e aos seus prazeres e atinge no nível do bom senso, as raias do absurdo. Sempre chocam. Impressionam. E até por isso alguns episódios ficaram historicamente registrados e tragicamente lembrados: os ataques suicidas dos "camicases", na Segunda Guerra Mundial e os monges budistas que se transformaram em tochas humanas, para protestar contra a Guerra do Vietnã. Mas ainda que aleguem "causas nobres", são sentimentos fortes e incontidos de raiva, medo e angústia que os destruíram. Concordarmos em gênero, número e grau. Podem também ser considerados também suicidas em potencial os fumantes, os viciados em drogas, em álcool, cocaína, maconha e outras drogas que levam o ser humano a degradação e a destruição de sua vida e da família.
De acordo com Vanderlei Danielski, para o adolescente, as várias formas de expressão do gesto suicida constituem outros tantos conteúdos ou modos de comunicar aquilo que ele pode exprimir naquele momento: suicídio como fuga de um a situação considerada insuportável pelo sujeito; suicídio em sinal de luto pela perda de um componente da personalidade ou de um modelo de vida; suicídio como castigo para expiar um erro real ou imaginário; suicídio como delito, arrastando na morte uma outra pessoa; suicídio como vingança ou punição, a fim de suscitar remorso em outras pessoas e fazer cair sobre elas o repúdio da comunidade; suicídio como pedido e chantagem, visando pressionar alguém; suicídio como sacrifício e modo de atingir um valor ou estado considerado superior; suicídio como brincadeira, para pôr a si mesmo à prova; suicídio por desgosto ou crise existencial; suicídio - como saída natural - para uma conduta delinqüente; suicídio como gesto heróico.
Para conclusão e finalização dessa matéria anotamos que segundo o pensamento de psicanalistas e o que Freud achava que a civilização eliminou a vida instintiva do homem, vindo daí sua dificuldade em afirmarem-se individualmente no grupo, quase sempre hostil às chamadas excentricidades de cada um. Em seus estudos, concluiu que Thanatos (morte em grego) estaria em luta constante contra o instinto oposto. Eros (a personificação do princípio de prazer, responsável pela vida). Desta forma, o suicídio ocorre, quando o amor, tendo perdido temporariamente seu poder, não pode opor-se ao instinto de morte. Elimine a depressão de sua vida, viva em harmonia e não faça que seu futuro seja amargo trazendo sofrimento para seus amigos e familiares. Tenha Deus no coração e Jesus a seu lado e viverás muito bem. Pense nisso!
ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- ALOMERCE E AOUVIR
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