Como assim?
Como assim? Morrer assim?
Num dia de um sol assim?
Onde todos os pássaros voavam juntos
Onde todo o azul do mar encontrava-se no céu...
Como assim? Morrer assim?
Num dia assim, de um sol assim
Tão bonito!
Não se pode morrer num dia assim.
Num dia em que é proibido o choro
E a tristeza fica escondida dentro do porão.
E me acontece o que nunca quis: eu morro!
Como assim, morrer assim, num dia de um sol assim?
Ainda posso sentir uns dardos quentes de raios do sol
Ainda sinto um cheiro de erva cidreira e me perco na infância.
Posso ver os olhos de esquisitas pupilas de meu cão enfiado nos meus.
Porém sinto muito frio, e nebulosa se torna a visão.
Sinto se esvaindo de mim uma essência desconhecia e vital.
Me pergunto no tempo final:
Como posso morrer assim?
Num dia assim?
De um sol assim?
Tão bonito!
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Comentários
Não morra não, não assim!O dia, apesar de frio está lindo.
Adorei seu poema poeta Gil.
Obrigada pelo seu comentário no meu soneto "Gorjeio Apaixonado"
Que bom que vc gostou... Obrigada!
Um beijo no seu coração!
Uma bela tarde para você! Izaura N. Soares
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