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Cazuza

O poeta em companhia da morte

Vendo a vida chegar ao fim

Chegou ele a algum lugar

Ou talvez nunca tenha chegado

Fez tudo sozinho

Tudo do seu jeito

A vida encarou sem medo

Entrou numa onda liberal

Onde tudo era permitido

Era dono da própria vida

Fez rumo ao próprio destino

Entregou-se a multidão

Se fez dono da própria verdade

Por que o tempo

O tempo não para

Realista nas palavras

Verdadeiro nas canções

Na vida se fez tudo

E também se fez nada

Cazuza o eterno poeta

Concretizou sua vida com eternas palavras

Por que o tempo

O tempo não para.

2008-06-30 Outros textos Ronaldo S Barros Ronaldo S Barros
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