Carta a um Professor
Caro Jaime.
Estou gratificado em ter tido estes dias de convivência com você, computador. Um computador que não é de última geração, mas de gerações futuras. Que ao ser consultado já mostra na tela a resposta bem clara, detalhada, completa, colorida e com imagens ilustrativas. Se o usuário insistir mais um pouco também vem a resposta falada.
Mas você, computador, tem uma pertinência: é dotado de coração, de sentimento, de amorosidade. Por conta disso está sempre disposto a interagir positivamente, a deixar aflorar a criança saudável que reside em você. O seu interior está muito mais para uma humanidade equilibrada que para uma simples tecnologia de ponta.
Olha Jaime, eu também sou um computador. Bem verdade que ainda um computador dos primeiros. Daqueles dotados de válvula, que ocupavam uma sala inteira e faziam muito pouco. Quando pediam para extrair raiz quadrada eles ficavam gaguejando e o cérebro fervia.
Mas eu também tenho a Essência Divina que fatalmente irá reluzir. Na medida que for removendo o pano que a encobre, ela irá brilhando, mais e mais, deixando refletir a LUZ que emana do Criador. Aos poucos irei conquistando o equilíbrio e a paz interiores. Aprendendo a vivenciar emoções, deixando para trás as sensações. Não é um caminho fácil, rápido. É um caminho que requer paciência comigo mesmo, tolerância, persistência e lutas. Lutas, sobretudo, travadas comigo. E, na medida em que eu for crescendo, mais créditos serão contabilizados na minha conta. Quanto melhor eu usá-los, mais virão. Porque a fonte, Deus, é infinita, misericordiosa, inesgotável e quer sempre distribuir mais e muito.
Estou confiante e feliz. Admito que já fiz algumas pequenas conquistas e isto me estimula a prosseguir. Mergulhando, na verdade. Mergulhando na LUZ que SOU.
Um forte abraço.
Leones Soares
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