CADA MACACO NO SEU GALHO
Noronha, um policial competente e desenvolto, logo percebeu que com o ordenado da Instituição não chegaria a lugar nenhum. Como enxergava longe, resolveu dedicar-se também a prestar segurança ao setor privado.
Pelo regulamento policial não poderia fazê-lo! É difícil de entender, como continuam vigorando nas instituições, regulamentos arcaicos e ultrapassados. Ao contrário, outros países, além de pagar bem seus policiais, ainda os liberam para trabalhos nas horas de folga. Aqui, o Estado, paga mal e irresponsavelmente os incentiva a se corromper, afinal como todo ser humano, também gostam de comer bem, beber, pagar estudo dos filhos, cuidarem da família e etc...
De tal sorte que em determinada ocasião, Noronha indicou um colega, o Manekinho, a prestar serviços a uma empresa, no transporte de dinheiro. Mas o cara, por incompetência ou falta de atenção, foi assaltado por três vezes. Uma ao sair do banco, outra dentro do elevador do edifício, e uma terceira, julgando-se mais esperto ao subir pela escadaria.
Pôxa! Não tem patrão que agüente, então acabou sendo dispensado. Manekinho procurou Noronha e solicitou nova colocação, no que foi contestado, dizendo-lhe Noronha: - não dá cara; - com que moral vou te indicar; - olha só o teu currículo; - assaltado três vezes além de atrair toda sorte de coisas ruins.
Noronha brincando disse-lhe para mudar de ramo: - que fosse ser caminhoneiro! Passado algum tempo Noronha encontra Manekinho feliz da vida. Indagado sobre o que andava fazendo, responde a Noronha que seguindo seu conselho, comprou um caminhão e hoje mexia com transportes, dando-se muito bem.
Quantas vezes perdemos nosso tempo numa função para a qual não estamos preparados, trabalhando descontentes e fazendo-o mal feito, comprometendo a nós mesmos e a quem nos avalizou.
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