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Amor Perpétuo

Rasga o véu do universo um cometa.

Rompe o frio todo chama argentada

Jorrando faíscas fartas de suas fartas

Cabeleiras...

Lá vai ele... Ninguém sabe onde vai...

Na mais ampla solidão o planeta cai...

O planeta da tribo dos homens nus...

O Planeta Terra...O Planeta Azul!...

Adentremos nele... Minas... Brasil...

América do Sul...

Todo caos exala eflúvios noturnos.

Tantos e tais que invadem lilases

Pelo nosso sacro quarto...

Hum! Nosso sacro quarto!...

Sal dissolto em partículas pelo ar!...

Suores sagrados dos nossos corpos

Nus, cansados e entrelaçados corpos

Se entreolhando de relapso, no amar

Dos corpos pelados pelos espelhos

Espalhados pelas paredes do quarto...

O teto todo abobadado cheio de anjos

Encantados sorrindo, alegres, cantando

E nos cobrindo de pétalas das rosas

Mais raras e perfumosas que guardavam

Todos os nossos sonhos e medos.

Com as pontas rosadas dos angélicos dedos

Juraram guardar nosso amor... nosso segredo

E adultério... do nosso... do

Nosso amor perpétuo!

2008-08-24 Poemas e poesias Gilmar Ferreira Gilmar Ferreira
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