Amor impossível
Oh! Bela flor... De rara beleza!
E de tão breve florescência.
Que abrigo gentilmente!
Em nobres sonhos de quimera.
Por quê? Foste habitar a encosta...
Dessa montanha tão escarpada,
E tão perto do céu.
Tão longe dos meus curtos e frágeis braços.
Tão alem... Da minha intrepidez.
Que me pego às voltas...
Ao pé dessa obra da natureza,
A ensaiar um jeito de alcançá-la!
Árdua tarefa infrutífera...
Que me custam todas as horas do dia.
Entrando pela noite até parte da madrugada.
Quando exausto! Finalmente!
Adormeço sobre a escrivaninha.
Onde teço meios engenhosos.
De cálculos matemáticos complicadíssimos.
Planos e diagramas mirabolantes...
Aplicando teoremas inusitados.
De formulas perigosíssimas.
Que às vezes tenho medo de executar.
Mas...! No entanto.
Não raramente; acabo como o tolo “Coyote”.
Aquele! O tempo todo atrás da veloz ave!
Vítima do meu próprio capricho.
Por quê? Não cedo a humildade.
Gesto nobre quem sabe assim!
Sentiria-me feliz!
Em tomar simples margarida.
Abundante! Comum!
Por toda planície.
Enjoativamente a amiudar-se.
Ao alcance de todos.
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