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Amor impossível

Oh! Bela flor... De rara beleza!

E de tão breve florescência.

Que abrigo gentilmente!

Em nobres sonhos de quimera.

Por quê? Foste habitar a encosta...

Dessa montanha tão escarpada,

E tão perto do céu.

Tão longe dos meus curtos e frágeis braços.

Tão alem... Da minha intrepidez.

Que me pego às voltas...

Ao pé dessa obra da natureza,

A ensaiar um jeito de alcançá-la!

Árdua tarefa infrutífera...

Que me custam todas as horas do dia.

Entrando pela noite até parte da madrugada.

Quando exausto! Finalmente!

Adormeço sobre a escrivaninha.

Onde teço meios engenhosos.

De cálculos matemáticos complicadíssimos.

Planos e diagramas mirabolantes...

Aplicando teoremas inusitados.

De formulas perigosíssimas.

Que às vezes tenho medo de executar.

Mas...! No entanto.

Não raramente; acabo como o tolo “Coyote”.

Aquele! O tempo todo atrás da veloz ave!

Vítima do meu próprio capricho.

Por quê? Não cedo a humildade.

Gesto nobre quem sabe assim!

Sentiria-me feliz!

Em tomar simples margarida.

Abundante! Comum!

Por toda planície.

Enjoativamente a amiudar-se.

Ao alcance de todos.

2008-08-06 Poemas e poesias Jaime Aparecido Donizeti Privatti Jaime Aparecido Donizeti Privatti
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