Amanhã
Amanhã será mais um dia bonito.
Há de cortar o céu, Apolo com os
Seus cavalos dos olhos vermelhos,
Das ventas de fogo fosco dourado.
Há de nascer tulipas entre as frestas
Das penhas escarpadas das florestas
Equatoriais de monções encantadas
Onde, dos mais coloridos cristais,
São feitas estátuas lindas de animais,
Ornamentos dos Palácios das Fadas...
Contem para todos meus inimigos:
Amanhã irei reencontrar minha irmã...
Amanhã vou morrer de forma suicida
E vã.
Tudo na esperança e na expectativa
De que, amanhã, eu possa renascer,
Com minhas luminosas e mui fartas
Asas, pelo fogo douradas e macias...
Para que todos os dias, eu renasça
Com as minhas redobradas forças
Pelos olhos voluptuosos das moças,
Para que sempre, para todo o sempre,
Eu possa renascer das minhas próprias
Cinzas...
Amanhã.
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