Alma de Boneca
Foi num tempo em que as fadas
Benfazejas apareciam mesmo a
Luz do formoso dia...
Foi num cenário não tão fantástico
Onde os sonhos corriam céleres
Com ninfas divinas...
Uma dúvida sinistra persistia:
Não se sabia qual delas era a boneca...
Qual delas era a menina...
Era mais um dia límpido e cristalino
De Fevereiro,
Brincavam com seus reais brinquedos
Pelo imenso terreiro,
Crianças jucundas e tantas e tão divino
Era o momento que parecia que o próprio
Firmamento era o mundo inteiro...
Pareciam aos olhos vistos que imperava
Um cálido e perpétuo Domingo,
Onde a felicidade fez duradoura morada
E tinhas asas luminosas e encantadas os
Pueris e os mais inocentes sorrisos.
Mas há recantos sem acalanto...Sem alegria...
Onde a brisa do aveludado carinho não existe.
No alto da casa rica, dos jardins de primavera,
Fica a menina triste que no castelo se encerra,
Vendo as outras crianças esbanjando alegria
E vida...
Fica estática como uma estátua na janela.
Nunca desce... Sempre fica lá em cima!
De longe impressiona quem vê aquela cena...
Quando se nota o tanto que alma é pequena...
Tão linda era a boneca !
Tão linda era a menina!
Punhalada de prata crava no coração!
Tão linda as duas que passava uma ilusão:
Qual das duas era a mais linda?
Qual delas era a boneca?
Qual delas era a menina?
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Comentários
Sábias palavras do amigo poeta!Por conhecer tão bem o amor, consegue expressar-se por ele!
Perfeito!!
abrçss. paulo master
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