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A dizimação em massa

Estatisticamente não arriscaria dizer

mas há muitos e muitos anos,

antes da chegada dos nossos colonizadores,

dezenas de milhares dos nossos indígenas

desfilavam livremente em seus habitat naturais,

cheios de vida, esperança no amanhã mais fenomenal,

contemplavam os pássaros os rios e florestas,

fiéis aos teus costumes, maneiras intrigantes,

tão estranho para os outros humanos,

nas florestas tiravam os sustentos

e os remédios tão naturais e miraculosos,

corriam soltos tão livres alegres despreocupados,

quantas histórias lindas, desde os nascer dos robustos bebês

até os mirabolantes romances dos majestosos jovens,

mas como a história mesmo diz, veio os visitantes inesperados,

começava a dizimação, não só as contaminações de doenças,

era a violação dos espaços ocupados, massacre de aldeias,

a maldade não lhes davam tréguas,

os aventureiros brancos, cada vez mais matavam, escravizavam

aquelas criaturas livres, os autênticos brasileiros,

a supremacia de força e poder dos invasores

suplantava a dos bravos guerreiros das florestas,

em nossos dias, as leis para protege-los foram feitas,

mas a maldade continua implacáveis,

basta ver alguns relatos, apelos desesperados dos próprios índios:

“fomos despejados de nossa terra após uma certa homologação.

Hoje nos encontramos a mercê da morte como animais no abatedouro,

freqüentemente ameaçados de morte, algumas mulheres estupradas...”

até quando?... Até a dizimação total destes seres,

criaturas que foram raizes de muitos de nós brasileiros!...

2007-11-18 Poemas e poesias José Lourenço Florentino José Lourenço Florentino
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