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A adoção

O casal seguiam-se com a idéia fixa da adoção do filho tão desejado, apesar de ainda serem novos, 29 anos o esposo Henrique e 28 a esposa Ana, o filho natural seria de pouquíssimas probabilidade de acordo com os médicos que eles procuraram. A idéia de seguirem suas vidas sem filhos não os agradavam realmente.

Então estavam ali bem de frente aquele prédio, local que definiria suas vidas para sempre, foram escolhidos e chamados pelos responsáveis de dar ao casal a oportunidade de criar alguma criança órfã e no futuro serem os pais da criatura indefesa, a mercê dos infortúnios da vida, talvez o que houvesse ali seria tão marcante e jamais esqueceriam!...

Quase sem perceberem já estavam numa ampla sala, num longo banco, 4 crianças. Os responsáveis foram logo declarando a necessidade da guarda e responsabilidade não só de uma criança, mas sim dos 4. Jenover com quase 9 anos, Jéferson 8, Java com 6 e Jenine com 4.

Estupefatos numa indecisão lógica, momentaneamente perguntam juntos:

--- Como assim?...

Entreolham-se cada um querendo ver a decisão do outro, até que Ana quase num cochicho diz para Henrique: --- O sonho!

--- Qual sonho repete ele

--- Lembras que te contei daquele sonho que tínhamos 4 crianças e foi você a me lembrar ser por causa de meus incessantes pedidos a Deus, e um dia se for de sua vontade talvez teríamos até mesmo uns 4?

Já completamente indecisos deparam com o olhar suplicante da caçula Jenine, eles conseguem decifrar fielmente seus pensamentos:

--- Por favor me ajudem, me amem se puderem!...

Observam os outros que parecem apenas dizer: --- façam o que quiserem, a vida para nós é quase sem sentido, pois o abandono sofrido por nós pelos nossos verdadeiros pais é por demais terrível!...

Os dois com lágrimas nos olhos, porque naquele momento, por frações de segundos conseguiram analisar o desastre emocional que poderia ocorrer àqueles pequeninos seres se novamente sofressem o novo abandono, mas se responsabilizassem por eles quantas renúncias teriam que fazer, quantas dificuldades enfrentariam, a situação financeira com os dois já era apertada, que dirá com mais 4? Sabiam possuírem energia e estrutura emocional para esta empreitada, na denominação religiosa que freqüentavam alicerçava cada vez mais a fé no Altíssimo crendo que com Ele tudo é possível, mas o casal possuía algo maior, o amor a Deus, o amor incondicional ao próximo, fielmente acreditavam que sem este belíssimo sentimento tudo mais não teria valor algum perante aquele que sofreu os mais cruéis martírios e morreu por todos os homens! e mais uma vez numa só vós responderam:

--- Aceitamos, responsabilizamos eles e serão nossos verdadeiros filhos!...

2007-08-12 Motivacionais José Lourenço Florentino José Lourenço Florentino
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