a roda
A RODA
1585-ESPANHA
O inquisidor dar as ordens.
Acendam as tochas!Agora prendam essa maldita criatura na roda!! Ela é o símbolo de sua masmorra.
O carrasco sorriu.. Como era bom ver suas vitimas sofrerem naquele instrumento de tortura. Ariadne foi amarrada pelas pernas e pelos punhos de barriga para cima e nua. O carcereiro segredou baixinho para o carrasco\.
-Gostosa.... Da até vontade de...
-Cala-te homúnculo idiota! Não fixe o olhar nessa bruxa pois pode ser acometido de sortilégio.
Então o inquisidor ordenou:
-Estique os ossos dessa criatura vamos ver até onde ela suporta a dor.
Ariadne deu um grito e desmaiou. O inquisidor fala para o carrasco.
-Como e lamentável ver nessa mulher o equivoco do amor e da virtude. Toda aliança e um pacto de união mas para ser mantido é preciso que satisfaça ambas as partes. Veja senhor machado, esta mulher foi abandonada. Não existe a reciprocidade. O pacto esta rompido. Agora ele não passa de uma tirania, de um abuso de quem insiste em mantê-lo. Afasta-te Satanás. Oh/ bruxa perigosa. aa-cor-daaa de teus sonhos!
Ariadne continuava desmaiada.
O inquisidor falou para o carrasco:
-Deixe que ela durma assim quando abrir os olhos encontrará o seu pesadelo de tentar a viver novamente entre nós. Que dia é hoje carrasco?
-Dia 11 de novembro de 1585.
-Veja, estamos na lua cheia mais se depender de mim na lua negra ela será apenas cinza no queimadoro. Por hoje basta.. Vamos embora.
A noite estava fria e escura. Na câmara de audiência só se ouvia os gemidos dos torturados pelas mãos da misericórdia e da justiça.
Uma borboleta entra pelas grades da janela e pousa em Ariadine. No céu uma estrela brilha ao lado da lua cheia.
Ruy Crespo
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