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A Resposta Espírita ao Racismo.

A Resposta Espírita ao Racismo.

Os espíritos não têm cor, que o que tem cor é o corpo temporário de que eles se revestem para que possam assim operar no planeta onde se encontram reencarnados, lógico será avaliar que essa mesma reencarnação desses mesmos espíritos pode ocorrer em qualquer parte do planeta, em qualquer raça e em qualquer condição social, de acordo com as suas necessidades evolutivas (morais e intelectuais), avaliando todas as experiências vividas em vidas anteriores.

Com a Doutrina Espírita, a fraternidade, o amor ao próximo, deixa de ser um fingimento, um capricho simplesmente humano, para passarem a ser um imperativo essencial para o desenvolvimento moral do homem e intrínseco ao bem-estar interior.

Com o espiritismo, o homem compreende que já viveu antes e que viverá depois, e que a sua futura existência estará sujeito ao modo de proceder nesta vida, de acordo com a lei de causa e efeito, que nos condiciona, quer queiramos quer não.

O espiritualista, e mais propriamente o espírita sabem que todos os homens são os arquitetos da construção universal, e é só usando o cimento da fraternidade e os tijolos dos bons atos para com o próximo, descartando-se de tudo aquilo que pode atrasar a construção de tão preciosa morada: o orgulho, ódio, vaidade, egoísmo, etc.

Morada esta que não comporta espaço para o racismo e outras atitudes descompensadas.

É claro que todas essas manifestações de racismo se dissolverão no tempo, à medida que s nos identificarmos com o que somos - interiormente - e menos com o que acreditarmos ser.

Ledo engano pensar que a coloração da pele é um fator categórico para qualquer tipo de superioridade, bem como outros fatores que acarreta à xenofobia, muitas vezes associada ao racismo.

Amanhã o racista pode retornar negro para passar pelas mesmas dificuldades, que por ventura ocasionou aos outros.

Como afirma Emmanuel Comentando a questão 266 do Livro dos Espíritos

Ontem devastamos lares alheios.

Hoje é preciso reconstruí-los.

Ontem traçamos caminhos de lodo e sombra aos pés dos outros.

Hoje é preciso purifica-los.

Ontem cultivamos aversões.

Hoje é preciso desfaze-las, a preço de sacrifício.

Ontem cravamos no próximo o espinho do sofrimento.

Hoje é preciso experimenta-lo por nossa vez.

Portanto é melhor repensar teus conceitos hoje, para que amanhã ao retornar, não tenha que provar por tua vez o cálice amargo, que faz os outros provarem hoje.

E aos que provam, lembre-se que ontem era tu que semeavas a dor.

Fomos criados iguais simples e ignorantes, o espírito não tem cor nem raça.

Somos todos irmãos, e enquanto, não percebermos esta obviedade, vamos naufragar mil vezes, por nossa própria culpa.

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2007-09-17 Religiosos Francisco Amado jconexao.com.br
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