A Espera
Vago vento frio e rasante
Entrelaçando o cabelo fino e mutante
Como muda as mudas de rosas do teu jardim
Era sempre rosa, seja branca ou amarela
E ela prosa, debruçada na janela
Contava historias da sua vida pra mim
Quando era nova, quase que da minha idade
Inventava moda lá no centro da cidade
E era o centro das atenções onde nasceu
Agora se encontra aqui nessa janela
Deus sabe quem essa mulher ainda espera
Quem sabe aquele amor que nunca apareceu
E hoje em dia quando passo aqui por fora
Na janela encontro aos prantos essa senhora
Que esse mundo, de tão mundo, esqueceu
E é pra mim que ela sorri sempre contente
E no fundo ainda acho, infelizmente
Que ela pensa que o seu grande amor sou eu.
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