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a castidade das paixões

extraido do livro´´os magos de santa ana´´ -ruy crespo filho

A CASTIDADE DAS PAIXÕES

Portugal—período da inquisição

Ele se levanta ao ver entra seu objeto de cobiça e luxuria. . Estava impecavelmente vestida de vermelho. Com um véu branco a tapar os longos cabelos louros, rédeas de uma potranca! E os seios? Meu Deus!Ele levanta os olhos para o céu e murmura:

:- Que seios! Sentado em sua cadeira majestosa tomou um gole do seu vinho Arbitriun e acabou sentindo um fogo estranho a subir pelas pernas..Era uma emoção incontrolável o que sentia pela jovem Consuelo. O vinho subiu rapidamente a cabeça. Imaginou Consuelo com aqueles olhos verdes a chamá-lo como uma deusa. Sim como uma deusa. Por que não?Os deuses também amam! Sentiu um formigamento nos pés o convidando para fugir do tribunal e se atirar com ela em seu leito sagrado de celibatário... Mil vezes pela madrugada afora diria baixinho no ouvido dela:

—Minha deusa Consuelo... Gos-tooo-sonaaaa!... Que bunda tens!

.Em resposta ouviria seus gemidos. Gritinhos de orgasmo abafados no travesseiro. Porra!Dizia o santo inquisidor:

-Que Deus me perdoe. A carne é fraca, mas essa mulher é gostosa demais!Nem a mais bela madona de da Vinci possui tetas como as dela.. Continuava a viagem. A via dançando para ele como uma serpente nadis executando manobras elevando a kundalini para despertar a sua serpente nadis.. Via o balançar frenético de suas tetas a poucos centímetros da sua face.. Tentação! Os seios bicos saltavam duros para serem beijados... Primeiro delicadamente. Depois no auge do tesão mordidos carinhosamente para se mamar o leite dos deuses. Ela como uma felina morderia seu pescoço marcando-o como seu animal de prazer. Daria tudo para ela. Bastava pedir. Não! Teria que ter sensibilidade para realizar os seus desejos um por um provando a sua paixão o seu tesão. Lá estava o santo inquisidor viajando em seus sonhos completamente desligado, corrompendo a castidade. Quem poderia imaginar que por dentro daquela batina poderia existir o que eles condenam como pecado capital. Mas a sua face era implacável! Mascara do mais puro cristianismo. Por traz escondia os segredos da paixão. Ela era o furacão a varrer todos os seus princípios romanisticos. Retornou a si.Ajeitou-se com postura na cadeira. Consuelo retira o véu branco. Ao chegar a porta da saída, para e se vira, e olha nos olhos do santo inquisidor como se tivessem juntos vivido em segredo os mesmo desejos, os mesmos sonhos... Sim os dois pareciam compartilhar do mesmo pecado da castidade das paixões..

2008-07-31 Outros textos RUY CRESPO FILHO RUY CRESPO FILHO
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