Última morada
Ó, minha querida amada,
Quando tiveres que se ir
Para tua última morada
Os clowns deixarão de sorrir
Desabarão os céus em cascatas
Os cães deixarão de latir
Todo mundo se banhará em
Lágrimas...
O dia em que teus olhos cerrarem
E emudecerem teus lábios
Gorarão os ovos dos ninhos
Não cantarão pelos arvoredos
A passarada...
Quando chegar esse triste dia
Te decantarão em hinos e poesias
Todos cantores, trovadores e sábios,
Moverão as pesadas montanhas
Até a Terra se revolverá em tuas
Entranhas, enquanto eu
Cairei pelo gélido solo abatido
E de joelhos,
De tal forma e de tal jeito
Que abrirei meu cicatrizado peito
Com minhas próprias mãos,
Arrancarei do meu âmago toda dor,
Lançarei longe essa brasa que tenho
Que se chama coração...
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Comentários
Olá amigo Gilmar...saudades de vc!Como pude passar tanto tempo sem apreciar tuas poesias...encantador como sempre nesta última.
Um abraço Ana Raíssa
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