Ódio memorável
Malditas criaturas
Sujas de luxúria Insaciável
Feitas de pedra
Congeladas por dentro
Um baú de dor e sofrimento
Reverenciando a honra
Dos pecados
E de seus erros
Os sorrisos falsos
Todos os seus aspectos me dão medo
Eu odeio todas as minhas estúpidas memórias
Agora todas as noites
A culpada da minha insônia foi
A ferida que não consegue cicatrizar
A lágrima que não conseguiu secar
A dor que não consegue se apagar.
Como um vulto
Acompanhado de uma faca
Me esfaqueia
E me rasga em mil pedaços
Uma doença penetra
Corre pelas minhas veias
A sede de vingança
Controlando meus desejos violentos
Minha expressão
Não demonstra meus sentimentos
Olhos perdidos na atmosfera de sangue
Fixados ao passado
Onde somente uma mente alucinada conseguiria ver
Essas sombras psicopatas jogam o jogo que eu não quero mais jogar
Os fantasmas do meu quarto, estão escondidos num lugar
onde vocês nunca irão achar
Todas essa obsessão em me fazer sofrer
Até quando isso irá me atormentar?
Minha salvação se foi e não pode mais voltar
Cortaram as minhas asas
Me prenderam em um quarto
Escondido entre os escombros
De um doce lar.
Eu odeio suas visitas.
O jeito como age como se nada tivesse acontecido
A maneira fria e sua pose de superioridade
Tão congelada
E distante da nossa realidade
Sua presença dá asas aos meus medos...
Afoga as esperanças
E aprisiona meus sentimentos
Não tem por que você das cinzas renascer
Pois nada nesse mundo
Conseguirá mudar a minha opinião sobre você...
Só existe uma memória que eu nunca irei odiar
A memória do dia que oficializei
Que eu nunca mais iria te perdoar.
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